Histórico

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Breve Histórico…

A idéia do projeto surgiu em 2007 quando Isabel Duarte, natural de João Pessoa, na Paraíba, Nordeste do Brasil, voltou a viver na Europa, depois de uma experiência de trabalho na República Dominicana, América Central, país onde esteve por quase dois anos, após os anos vividos no noroeste de Minas Gerais, onde atuou com Formação de Educadores na Fundação Conscienciarte. A origem real desta iniciativa se deu com as vendas das bio-bijoux com as quais já trabalhava na ilha do Caribe.

As bijoux produzidas com sementes nativas brasileiras eram fabricadas por suas irmãs mais novas, artesãs no Brasil. Isabel, já militante de associações que lutavam na Bélgica pela construção de uma sociedade solidária, enxergou nas bijoux da flora brasileira um significativo potencial de informações e ações pedagógicas. E assim passou a abordar temas como proteção ambiental, relação de gênero, cultura popular e imigração. Sentindo-se cada vez mais envolvida com o tema, passou a organizar “expo-vendas” em casas de amigas, festas de rua, festivais, feiras e em todos os eventos ou locais nos quais houvesse a possibilidade de sociabilização. A iniciativa tinha por base o desejo de sensibilizar o público para questões ambientais, comércio justo, consumo responsável e economia solidária.

Dentro dessa militância havia, também, o intuito de divulgar as manifestações artístico-culturais brasileiras em toda sua diversidade. Assim as idéias foram se reproduzindo, as atividades se diversificando e pessoas decisivas foram se integrando e dando forma ao projeto. O encontro com Alessandra Marroquim, jovem educadora com larga experiência em animação, gestão e organização de eventos foi decisivo. Juntas, agora, Isabel e Alessandra, ambas oriundas do Nordeste brasileiro, motivadas pelo desafio, selaram a parceria e partiram em busca da realização: criar em Bruxelas um espaço para promoção da arte enquanto instrumento de integração e coesão social, baseado na difusão da diversidade cultural brasileira. Com a oficialização da Associação, em 2011, outras pessoas aderiram ao projeto e ofereceram importante contribuição, como Myriam Marques, dinâmica ativista dos direitos da Mulher e animadora cultural. Nesse mesmo ano, 2011, estabelecida a Associação, foram convidadas a participar do Festival Internacional de Artes Europalia – Ano do Brasil na Bélgica, com a responsabilidade de organizar o Club Brasil, uma espécie de «porta de entrada» do festival na capital européia, que viria a ocorrer entre outubro de 2011 e janeiro de 2012. A partir desta experiência tornaram-se ativas produtoras de eventos, oficinas, ateliers artísticos e de reciclagem, encaminhando-se, inclusive, por ações diversas na área do esporte, lazer e cidadania.

Esse conjunto de habilidades contemplado nessas três mulheres deu impulso à Associação que foi se estabelecendo e se consolidando, atraindo cada vez mais pessoas entusiasmadas e talentosas, entre elas: Camélia Prado, odontóloga e especialista em saúde pública, terapeuta comunitária e ex- integrante do conselho de administração; Philippe Quevauviller, cientista, legislador ambiental, produtor de eventos e um apaixonado pela música brasileira; Cleverson de Oliveira, artista plástico, poeta, animador cultural; Dudu da Silva e Christiane Marques, assistentes de produção de eventos; Klaylene Oliveira, chef cook; Thierry Vanschuynlenberg, educador e terapeuta, atuante no projeto Ciranda de terapia comunitária. Além desses, há ainda muitos outros simpatizantes dentro e fora da Bélgica. Por esse histórico pode-se dizer que as «Sementes N’Ativas», uma vez semeadas em solo fértil, estão germinando. Esperamos suas lindas flores e seus saborosos frutos.